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Matéria Histórica sobre a AD em São Cristóvão

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Está disponível na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, uma relíquia sobre as Assembleias de Deus no Brasil. No ano de 1945, a equipe da Revista da Semana participou de um culto na Assembleia de Deus em São Cristóvão, no Rio de Janeiro e tentou captar o clima do culto pentecostal na igreja carioca.
Aberto aos internautas, o material serve de reflexão e estudos para os historiadores, sociólogos, teólogos e pesquisadores do pentecostalismo no Brasil. Lembrando sempre, que "este material é detentor do direito autoral, patrimonial e moral, com base nos incisos do art. 7º da Lei n. 9.279 de 1996 (LPI) e artigo 5°, inciso XXIX, da Constituição de 1988. Uso indevido está sujeito a indenizações. Para reproduzi-lo entre em contato com cpdoc@jb.com.br"






Fonte: 
Revista da Semana. Rio de Janeiro, ano XLVI - nº 28 - 14/07/1945. pág.11-17, 50./ acesso no site http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/

Paulinho Macalão - o herdeiro esquecido

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Paulo (Paulinho) Brito Macalão, não nasceu em berço de ouro, mas seu nascimento aconteceu numa época dourada para seus pais; o mítico líder da AD em Madureira, Paulo Leivas Macalão e sua esposa, a missionária Zélia Brito Macalão.
Paulinho nasceu no dia 21 de outubro de 1943, na cidade do Rio de Janeiro. Filho único do casal Macalão, o menino veio ao mundo quase uma década depois do casamento dos seus pais em 17 de janeiro de 1934. Em uma época de famílias numerosas, a vinda do rebento foi recebida como a resposta de Deus às insistentes orações da igreja em favor dos seus estimados líderes.
Segundo a narrativa oficial de Madureira, "Paulinho foi crescendo na boa atmosfera de um lar genuinamente cristão". Porém, ao analisar a história, percebe-se, que o rebento dos Macalão viveu em outras "atmosferas", na qual, por força do destino, estava ele inserido.
Ainda criança, Paulinho acompanhou o grandioso esforço da AD de Madureira em erigir seu majestoso templo sede na Rua C…

Perfil - Pastor Pedro de Souza Neves

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* Por André Silva
Este homem humilde e de total consagração ao Senhor, de carreira brilhante nas Forças Armadas, nasceu a 17 de setembro de 1910, em Itabaiana (PB), filho do casal Horácio de Souza Neves e Maria Cidônia de Souza Neves. Em Pernambuco, estudou e cursou o primário. Sua vinda para o Rio de Janeiro foi marcada por lutas para sobreviver aos trancos da cidade grande, trabalhando em diversas profissões como: mata-mosquitos, caixeiro de armazém e condutor de bonde, até que ingressou no Exército Brasileiro em 1934, concluindo assim os seus estudos.
Ainda no ano de 1934, foi de grande benção para sua vida, quando ainda jovem, se entregava para Jesus Cristo na Assembleia de Deus em São Cristóvão (RJ). No dia 12 de janeiro de 1935, recebia o batismo no Espírito Santo, e quinze dias depois, o batismo nas águas. Em 1952, o simpático auxiliar de trabalho Pedro Neves era consagrado a diácono e aí iniciou-se sua brilhante carreira eclesiástica, ascendendo ao pastorado em 1º de maio de 196…

Os 25 anos de Ronaldo Rodrigues de Souza na CPAD

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Comemorou-se nesse mês de março de 2018, nas dependências da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), no Rio de Janeiro, os 78 anos de criação da Editora, e os 25 anos de liderança do seu Diretor Executivo, Ronaldo Rodrigues de Souza.
Ronaldo, dentro da história da CPAD, é o seu 11º Diretor Executivo e com 25 anos de Casa, o publisher é também o mais longevo no cargo. Uma função, que por lidar diretamente relacionada com à liderança nacional das ADs, sempre foi mais do que complexa.

Não é de hoje, que o jogo de interesses e à política convencional, mais que interferem na administração da CPAD. O saudoso pastor Armando Chaves Cohen, 6º administrador da Editora comentou em suas memórias: "nada fiz, não só por de minha própria deficiência, como pelas circunstâncias". Cohen, ainda ao referir-se às "circunstâncias" que a CPAD atravessava, declarou: "a eternidade revelará melhor".
Por isso, a CPAD, verdadeira "caixa preta" das ADs no Brasil, tem …

A Circular da AD catarinense - combate aos "modernismos"

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O jornalista Silas Daniel em seu livro História da CGADB, destaca a Convenção Nacional realizada em novembro de 1968, em Fortaleza (CE), como palco de um debate marcante: "os reflexos da Revolução Sexual" dentro das ADs. Debateu-se naquele ano sobre o perigo das minissaias e dos cabeludos, que estavam "tentando invadir as igrejas".
No mesmo ano, mas em janeiro, à Convenção de Pastores de Santa Catarina publicou uma Circular (norma que padroniza comportamentos e regras em determinada instituição) antecipando o debate sobre as medidas contra à abertura ou tolerância da denominação sobre os usos e costumes.
Talvez não seja mera coincidência, que o debate em Fortaleza acerca da Revolução Sexual, foi aberto pelo pastor Satyro Loureiro de Santa Catarina. Satyro era conhecido pelo seu rigor em seguir as determinações do Ministério local. Anos depois, ele mesmo viu-se refém e questionador das normas que ajudou a padronizar.
A Circular do Ministério da Igreja Evangélica Assemb…

AD São Cristóvão - o retorno

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Organizada por Gunnar Vingren em 1925, no antigo Distrito Federal, a Assembleia de Deus em São Cristóvão (RJ) foi pioneira e referência por muitos anos no movimento pentecostal brasileiro. Mas, no início do século XXI, a igreja passou por uma série de mudanças doutrinárias e litúrgicas, principalmente com implantação do polêmico do G12; polêmico método de crescimento e evangelização neopentecostal.


O projeto de uma "nova dimensão espiritual" para a tradicional AD carioca, não foi aceito sem resistências. Como resultado da imposição do novo modelo de trabalho eclesiástico, em 2002, boa parte dos membros de São Cristóvão abandonou a congregação para formar a AD do Rio de Janeiro, no bairro de Benfica.

Porém, alguns anos antes, na década de 1990, a AD pioneira no Rio, construiu um novo salão de cultos muito próximo ao tradicional endereço no Campo de São Cristóvão, 338. A estrutura do histórico templo seria então utilizado como centro de convenções e área administrativa.


Mas, a tr…

O caso Jimmy Swaggart - 30 anos depois

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Há 30 anos, os cristãos evangélicos de todo o mundo, foram surpreendidos com o escândalo provocado pela confissão do pecado de Jimmy Swaggart. Para os brasileiros, o caso Swaggart foi um verdadeiro "balde de água fria" no entusiasmado público que o televangelista conquistou no país.
Calcula-se, que na época dos tristes acontecimentos, o programa de Swaggart alcançava 132 estações de TV nos EUA e mais de 145 países no mundo todo. No Brasil, o programa era transmitido semanalmente pela Rede Bandeirantes de Televisão e possuía uma grande audiência entre os crentes.
Durante o tempo em que foi retransmitido no país, certa vez, o programa teve a proeza de mudar de horário a programação da escola dominical de uma determinada igreja. O pastor da congregação assim o fez, porque o horário da escola coincidia com as pregações matinais do televangelista na TV.

Assim, ao visitar o Brasil em outubro de 1987, Swaggart estava no auge de sua glória. Suas pregações e belos hinos inspiravam os c…