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Mostrando postagens de Fevereiro, 2013

Televisão nas ADs: proibições, debates e contexto histórico

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O sociólogo Gedeon Alencar em seu livro Assembleia de Deus: origem, implantação e militância (1911-1946), diz que as Assembleias de Deus, tiveram uma "luta inglória contra o rádio e posteriormente contra a TV". Analisando a  história das ADs, é fácil perceber, o quanto esses meios de comunicação geraram discussões acaloradas entre as lideranças. No caso da TV especificamente, os debates se intensificavam  na medida em que esse veículo de comunicação, transformava os hábitos sociais e influenciava os valores da sociedade.

Inaugurada em 1950, a TV durante alguns anos foi um objeto raro no lar dos brasileiros. Sérgio Mattos, estudioso da mídia televisiva, afirma em seus estudos que, no ano de seu surgimento até 1964, a TV viveu sua fase elitista, ou seja, somente os mais abastados tinham acesso ao aparelho e seus programas. Segundo dados oficiais da história das ADs, já na convenção de 1957, foi decretada a proibição e exclusão de qualquer membro que tivesse ou assistisse a TV. …

Televisão: o veículo subversivo

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O dia 18 de setembro de 1950, foi uma data especial para a história das telecomunicações no Brasil. Neste dia, foi inaugurada oficialmente na cidade de São Paulo, por iniciativa do polêmico empresário e jornalista Assis Chateaubriand a TV Tupi-Difusora. Conforme descreveu o escritor Fernando Morais, Chateaubriand em seu discurso com a presença de políticos, empresários, técnicos e artistas, anunciou a nova mídia como "... o mais subversivo de todos os veículos de comunicação do século, a televisão".
A aposta de Assis Chateaubriand no novo meio de comunicação era grande. Mas na verdade, a TV iniciou no país de forma precária e limitada. Foi com a ajuda de profissionais oriundos do rádio, é que a TV se desenvolveu em suas primeiras décadas. Mas qual impacto que esse meio de comunicação teve nas Assembleias de Deus no Brasil?
Pelos registros históricos, a TV - assim como o rádio - foi considerado realmente subversivo como previu Chateaubriand, porém no sentido pejorativo do termo…

Missão & Madureira: a gênese dos conflitos em SP

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Na matéria comemorativa publicada no Mensageiro da Paz (março de 1980), do 50º aniversário da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no bairro do Belém na cidade de São Paulo, o pastor José Wellington B. da Costa, repetindo a escrita do saudoso escritor Emílio Conde em seu livro histórico sobre as ADs no Brasil, assim descreveu a pluralidade de ministérios da AD na capital paulista: "A partir de 1938 as circunstâncias impuseram a existência de Assembleias de Deus independentes, com orientação e responsabilidades próprias, surgindo então os Ministérios do Brás e do Ipiranga".


Na verdade, José Wellington - futuro presidente da CGADB - foi muito diplomático em sua palavras, para descrever as cisões ministeriais ocorridas na década de 1930 no seio da denominação em SP. Ocorre que as tais "circunstâncias" que se "impuseram" (eufemismo utilizado por Conde), foram na realidade, uma divisão ministerial que gerou muitas polêmicas na época, as quais foram reverberadas…