sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A Assembleia de Deus na Babilônia

E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. (Apocalipse 18:4)

Na Bíblia, Babilônia, mais do que uma cidade antiga, capital de um espetacular império da antiguidade, também é associada de forma simbólica à idolatria, feitiçaria, prostituição e tantos outros desvios morais e espirituais. Por isso, na mensagem profética do Apocalipse, o povo de Deus é exortado a sair da civilização símbolo de todo um sistema carregado de impiedade dominado pelo Anticristo.

Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa, 1946. A equipe da revista A Semana sobe os morros da zona sul da então capital da República para in loco, constatar a rotina de cidadãos cariocas, que contraditoriamente, viviam em condições nada “maravilhosas”, bem ao lado do rico e famoso bairro de Copacabana. Como observou a equipe do semanário: “Era (Copacabana) um espetáculo de beleza a dois passos da miséria.”

Um dos locais escolhidos para denunciar os contrastes entre a riqueza da “princesinha do mar” com a extrema pobreza de alguns moradores do Rio foi o morro da Babilônia, cuja exuberante e rica flora, incrustada na colina ― tal como os jardins suspensos da cidade mesopotâmica deu nome ao famoso outeiro. 

Moradores da Babilônia: AD presente no morro

Deparam-se os jornalistas, na subida do morro, com a terrível realidade de uma parcela da população do Rio de Janeiro. Viram eles velhos, jovens e crianças maltrapilhas, morando em barracos paupérrimos e precários. O esgoto corria a céu aberto, e a falta d’água fazia que muitos moradores descessem à colina para utilizar uma bica nem sempre em aberta. A Babilônia carioca, era um “subproduto de Copacabana”, na qual alguns estavam “à porta do cemitério”.

A imagem era desoladora, e se agravava com a falta de locais para construção de novos barracos. Tal situação levava muitos pernoitarem “nas praças públicas, nos desvãos das escadas, nos albergues sujos, fazendo a viagem dolorosa para o aniquilamento, para a morte".

Mas os repórteres (a essa altura ofegantes e molhados de suor) notaram que nem tudo faltava. Guiados por um barbeiro, morador do local, observaram que em meio ao aparente caos provocado pela miséria e o descaso das autoridades públicas, havia fios que denunciavam instalações elétricas no morro. Veio então a curiosidade do jornalista:

― E esses fios, - “perguntamos ao barbeiro?”

― Aqui tem luz até o salão dos crentes, - “disse apontando para uma pequena casa, um pouco adiante, assentada num terreno limpo, bem cuidada, um oásis em meio à miséria generalizada”.

Admirado registrou: “É o templo dos Evangelistas, Assembleia de Deus, como está escrito na parede um pouco desbotada”. Observou ainda que: “foi a única igreja ou capela que encontramos em nossa peregrinação. Um templo protestante. Funciona aos domingos e segundas-feiras”. 

Interessante: lá não se encontrava mercados ou lojas, porque na lógica comercial também não havia consumidores. Mas por outro lado, faltava casas de oração. O fato da Assembleia de Deus ter uma congregação em local tão íngreme revela o zelo evangelístico dos pioneiros pentecostais.

Curioso, o repórter indaga:

 ― E vai muita gente? 

― Se vai? Aqui tem muitos crentes.

Surpreso com a ornamentação do pequeno templo assembleiano na favela, o jornalista reflete: “Ficamos conjecturando que em matéria de pregação religiosa, os evangelistas nada ficam a dever em eficiência aos comunistas em seus comícios. Dizem os crentes que com eles está a verdade. Não sabemos nem discutimos questões religiosas. Mas dois dias da semana, lá estão eles, na Babilônia pregando sua doutrina.”

O politizado repórter reconhece o excepcional dinamismo dos “evangelistas” pentecostais. Na Babilônia, não havia a água encanada, moradias decentes ou saneamento básico. Porém, a Assembleia de Deus marcava excepcionalmente sua presença. Anos depois dessa matéria, ao analisar a expansão da igreja no Brasil na década de 1960, o estudioso Willian Read anotou: “as máquinas de costura Singer, o guaraná e a Assembleia de Deus lá estão presentes”. 

Curiosamente, testemunharam os jornalistas, que naqueles idos de 1940, nem guaraná e muito menos as famosas máquinas Singer se encontravam na favela, onde, diga-se de passagem, faltava quase tudo. Contudo, lá estava, na aridez do morro, dando sentido à vida, a Assembleia de Deus com seus hinos e mensagem de salvação. Verdadeiramente um “oásis” em meio ao deserto de abandono. Riqueza espiritual e moral na triste existência dos habitantes da favela.

Se no Apocalipse, o anjo brada sobre a queda da Babilônia, e exorta o povo de Deus a dela sair; no Rio de Janeiro da década de 1940, os salvos do Senhor cultuam a Deus com fervor ironicamente em outra Babilônia. A primeira é símbolo da dominação maligna; a segunda é o testemunho do poder de Cristo para salvação. Nesse caso ― o da Babilônia carioca, a mensagem poderia ser “Fica nela povo Meu!”

Assim era a Assembleia de Deus: presente onde o povo estava. Até na Babilônia.

Fonte: 

Revista da Semana. Rio de Janeiro, nº 40 - 05/10/1946. pág. 08-14.

sábado, 24 de setembro de 2016

Mulheres pregadoras - Andréa Nogueira dos Santos

Andréa Nogueira nasceu em Anápolis, porém foi criada na cidade de Goianápolis. Filha de lavradores, cresceu cooperando nas congregações rurais da Assembleia de Deus ligada ao ministério de Anápolis.

Na infância, nos cultos infantis, gostava de ser a pregadora da garotada. Tempos depois, começou a cantar na igreja fazendo dueto com a irmã Adriana. Conheceu o futuro esposo Osmair ainda adolescente. Casaram-se quando ela tinha 16 anos e logo veio o filho John Cristian para alegrar a casa.

A vida da jovem mãe poderia ter transcorrido normalmente como tantas outras mulheres da região. Na igreja, cantava com o marido e cooperava nos cultos e festividades. Em casa estudava a Bíblia e procurava bons livros para saciar a sede de conhecimento.

Andréa pregando: carisma e presença no púlpito

Talvez, percebendo o esforço e a chamada da jovem, o pastor da igreja José Pires Borges começou a dar-lhe as primeiras oportunidades para pregar. Chance que não desperdiçava e aproveitava ao máximo.

No ano de 2002, o casal gravou seu primeiro CD e em 2004, veio a transferência para Joinville, Santa Catarina. A mudança seria essencial para os rumos do ministério do casal e da pregadora.

Na cidade catarinense, começou a fazer o curso de bacharel em teologia pela manhã na Faculdade Refidim, onde era uma das únicas mulheres da turma. No período da tarde, voltava à instituição para estudar. Tamanho empenho atraiu a atenção dos líderes do seminário.

Contratada pela Refidim, Andréa desenvolveu alguns trabalhos até chegar a função de secretária. Concluiu o bacharelado em teologia, cursou secretariado-executivo e fez pós-graduação em aconselhamento cristão. Atualmente leciona na própria faculdade e é coordenadora de cursos na instituição. Está concluindo o mestrado em teologia pela Escola Superior de Teologia (EST), no Rio Grande do Sul.

Paralelamente, além de desenvolver ainda mais o ministério de louvor com a família, os convites para pregar se multiplicaram. Excelente oradora e de forte presença no púlpito, a goiana vence resistências históricas e culturais ao pregar em festividades, congressos e cultos dos mais variados departamentos das ADs.

Sabe que, como mulher, é um desafio constante a conquista por um espaço, onde há algum tempo só homens transitavam. Têm consciência, de que para uma mulher se destacar num ministério dominado por homens, ela precisa provar que possui muito mais conhecimento, carisma e presença de espírito nas preleções. Mas não se intimida com isso.

Percebe-se, que a família Nogueira trabalha sempre unida como uma equipe. Cada um tem o seu papel no ministério e o desempenha da melhor forma possível. Mas Andréa se destaca nas preleções. A cultura matriarcal dos goianos pesa muito na postura. No sul e nordeste, ao contrário do centro-oeste, a liderança feminina parece ser muito mais contestada.

Atualmente, dedica-se ao projeto Bíblia Mais. O objetivo dos vídeos postados regularmente com mensagens curtas e objetivas, é tratar temas teológicos de forma acessível ao grande público. Paulatinamente, Andréa ganha visibilidade e conquista seu espaço na seara evangélica.

Confessa ela, que a grande inspiração para o ministério veio dos avós maternos. O avô, pastor João Gomes de Lima e esposa lideraram várias igrejas no interior de Goiás. Experiências espirituais em Goianápolis, também previam o caminho hoje seguido pela família Nogueira.

Em uma denominação tão condicionada pela cultura da sociedade patriarcal, trajetórias como a da jovem goiana são exemplos de que as mulheres podem e devem lutar por seu espaço na denominação.

sábado, 17 de setembro de 2016

Minhas memórias - 1988, eleições e ressentimentos

O ano de 1988, foi um ano marcante politicamente para o Brasil. Promulgada no dia 5 de outubro, a nova constituição consolidou a transição política no país após 20 anos de ditadura militar. Chamada de "Constituição Cidadã", a nova carta magna ampliava direitos dos cidadãos brasileiros.

Naquele ano, ainda havia certa euforia pelo sucesso das eleições de 1986, quando as ADs conseguiram eleger vários representantes para a Assembleia Nacional Constituinte (ANC). Eleger em 1988, um representante para o legislativo municipal, seria apenas um passo natural e consequente do processo de despertar político da igreja.

Kennedy: candidato polêmico

Satyro Loureiro, na época pastor da igreja, lançou como candidato um dos seus principais auxiliares: o presbítero Adelor Francisco Vieira. Na verdade, o evangelista Francisco de Assis Meirinho também foi lembrado para a empreitada. Meirinho era um excelente pregador e ensinador, porém por questões familiares abriu mão da indicação em favor do amigo Adelor.

Nome conhecido na denominação e com formação universitária, Vieira atuou como professor e securitário na cidade. Na igreja, havia assumido as funções de superintendente geral do departamento da Escola Bíblica Dominical e diretor da Sociedade de Assistência Social e Educativa Deus Proverá (SASEDEP).

Mas, o "despertar" político na igreja, fez com que outros membros também almejassem o cargo de vereador. Satyro, matreiro como era, não quis correr riscos. Usou todo o seu apoio e influência para garantir a vitória do candidato oficial.

Por essa razão, os ressentimentos dos demais candidatos foi considerável. Para eles era uma disputa desigual. Afinal, Vieira tinha a máquina da igreja ao seu favor. Não dinheiro em si, mas visibilidade institucional e apoio pastoral explícito.

Um dos mais inconformados com a situação era um candidato de apenas 18 anos. Polêmico, o moço faria declarações no rádio com críticas severas ao pastor Satyro. Não seria a primeira eleição e muito menos as primeiras divergências do rapaz com a cúpula da igreja. O jovem, com nome de presidente e de família conhecida dentro das ADs, ainda persistiria na busca dos seus ideais políticos. Seu nome: Kennedy Nunes.

Adelor venceu com folga. Bem votado na cidade, o assembleiano atuou ainda na Secretaria de Desenvolvimento Social no mandato do prefeito Luís Gomes (1989-1993). Sabiamente pavimentou seu caminho para outras disputas. Chegou à Assembleia Legislativa de Santa Catarina e em 2002 elegeu-se deputado federal pelo PMDB.

Naqueles idos de 1988, a decepção com os candidatos oficiais ainda não havia começado. Encarava-se o processo de participação eleitoral como um total "benefício" para a igreja. Ledo engano...

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A rebelião feminina em Piedade (RJ)

Existem as mais variadas histórias na centenária Assembleia de Deus (AD). Algumas heroicas, outras dramáticas. Há memórias tristes de divisões, disputas de poder e jogo de interesses. Mas, também existem narrativas de pioneirismo, sacrifícios e amor à obra de Deus.

Entre tantas histórias, algumas são celebradas e outras esquecidas. Isso faz parte da construção da escrita memorialística: a seleção, edição, interpretação e o uso político dos fatos. É assim na história política e na eclesiástica também.

Nesta postagem, relembraremos um caso inusitado dentro da histórias das ADs. Um episódio que, obviamente jamais ficaria registrado na história "oficial" da denominação, a qual, diga-se de passagem, deve sempre estar voltada para a edificação do santos.

No mês de outubro de 1958, a congregação da AD em Piedade no Rio de Janeiro virou notícia no jornal Correio da Manhã (RJ). Sim, por meio de um periódico secular, os habitantes da cidade do Rio ficaram sabendo de uma inusitada "rebelião" das irmãs da igreja no bairro da zona norte carioca.

Correio da Manhã: notícia inusitada

Segundo a reportagem, os fieis da igreja reuniam-se no templo e o "culto desenvolvia-se sem novidades" com os hinos e orações costumeiras. A pregação da noite ficou sob a responsabilidade do pastor local Antônio de Oliveira.

Ao que tudo indica, o culto teria terminado dentro da normalidade, até que ao fim da mensagem, pastor Oliveira abordou o tema "O uso de adornos e a vaidade feminina". Usando tom "agressivo", exortava o obreiro às irmãs a "deixarem de usar jóias".

Conforme desenvolvia sua prédica, a irritação do público feminino aumentava. No auge da pregação, as assembleianas resolveram atender aos insistentes apelos do pastor. Mas não exatamente da forma como ele desejava: "não mais resistindo aos ataques, começaram a retirar os adornos, e em seguida à atirá-lo no seu guia espiritual".

Surpreendido pela fúria das irmãs, o corajoso obreiro "defendia-se de qualquer maneira, até que, esgotado o estoque de jóias, foi executado novo ataque, agora por intermédio de bíblias e outros objetos ao alcance de suas agressoras" - relatou o Correio. A revolta só terminou com a intervenção policial e de populares.

Geralmente, um jornal só registra o fato, mas não dá o seu contexto. É provável, que em outras oportunidades o nobre pastor tenha exortado daquela forma. Pode ter ocorrido (como acontece muito ainda nas ADs), que o distanciamento cultural e teológico do líder e dos fieis sobre o tema (e outros) ser muito grande.

A igreja, gradativamente tornou-se uma "panela de pressão". Explodiu! E as consequências foram as piores possíveis para a imagem da denominação. Foi um escândalo na visão dos assembleianos mais antigos. Mas quebra o mito da passividade das mulheres crentes diante da rígida imposição dos usos e costumes de santidade.

Mas é interessante notar a postura da igreja. Em 1958, pelo que se sabe, as ADs ainda eram marcadas pela rigidez da "doutrina". Estaria a AD em Piedade fora dos padrões assembleianos da época? Seria uma precursora das ADs atuais?

Quantas situações como essa ocorreram dentro da denominação? Quantas ainda acontecem? Quantos obreiros ainda conservam suas mensagens, administração e interesses totalmente divorciados das igreja que lideram?

Fonte:

Acervo digital da Biblioteca Nacional - Correio da Manhã, quinta-feira, 16 de outubro de 1958.

sábado, 3 de setembro de 2016

A ameaça dos comics nas Assembleias de Deus

Quando se fala das antigas proibições impostas pelas Assembleias de Deus (ADs) aos seus membros, logo vem à mente de muitos, as questões da estética feminina, trajes, uso do rádio e televisão.

Mas, principalmente nos anos de 1950, uma das preocupações crescentes da liderança assembleiana, era com à leitura por parte dos adolescentes e jovens dos comics*, as famosas Histórias em Quadrinhos (HQ) ou gibis.

Criada em fins do século XIX nos EUA, as HQs popularizaram-se na década de 1930, considerada a Era de Ouro do gênero na América do Norte. Segundo o historiador inglês Eric Hobsbawm, os comics com sua linguagem colorida, apelativa, direta, e de fácil compreensão popular, influenciou muito à escrita da época. Seus heróis fizeram sucesso durante a 2ª Guerra Mundial. Nos anos 50, surgiram os gibis de terror e crime gerando polêmicas sobre os valores propagados nas publicações.

Comics: perigo mundano para os crentes

Em 1954, o psiquiatra Frederic Wertham lançou o livro Seduction of the Innocent, onde observou persevões sádicas e homossexualismo nas HQs. Wertham, liderou então, uma verdadeira cruzada moralista nos EUA e culpou as revistas por incentivar a delinquência juvenil nas classes mais baixas da população, o uso de drogas e a prática de crimes. 

O caso foi parar no Senado, e como resultado da polêmica, num extremo gesto de repulsa, escolas e grupos de pais queimaram gibis publicamente. Algumas cidades criaram leis banindo os comics. O resultado foi a queda vertiginosa das publicações no país.

Talvez, não por acaso, a revista A Seara (edição maio/junho de 1957) dedicou uma interessante matéria intitulada Mães - Não Permitam Que Seus Filhos Se Envenenem com ISSO! Os "Comics São Nocivos -, na qual alertava sobre à leitura dos comics por conduzir jovens e adolescentes à delinquência, envenenando o intelecto e degenerando o caráter. 

Citando "personalidades credenciadas" sobre o assunto, a matéria destacava que "quase na sua totalidade", crianças envolvidas em crimes nos EUA eram leitoras vorazes dos temíveis gibis. Comparado por um estudioso ao "mau cinema" e com o contato "direto de jovens e crianças com grupos criminosos", os comics representavam uma séria ameaça à família cristã. 

Então, não era somente o rádio, e mais tarde a televisão que causava temor na formação moral e espiritual dos crentes. Os gibis também eram vistos como adversários de uma vida cristã pura. Na verdade, tudo o que fosse da cultura secular, era praticamente rejeitado. A vida em sua totalidade (sentimentos, pensamentos, leituras etc.) deveriam ser dedicados a Deus. Qualquer ameaça "mundana" seria rechaçada. 

É possível perceber essa postura sectária nas memórias dos antigos assembleianos e nas velhas recomendações pastorais. Na AD em Joinville (SC), um dos vários conselhos dados a juventude no ano de 1955, era a proibição à leitura de gibis "e outras literaturas semelhantes" consideradas prejudiciais à vida cristã. 

Como outros temas, hoje o assunto sobre a leitura dos comics foi superado. Não causa mais pavor e temeridade. Nossos jovens tem muitas mídias à disposição, e os gibis nem de longe representam um perigo. 

Atualmente, as ameaças dentro das ADs são outras... 

* Significado de Comics

1. Por definição, qualquer história em quadrinhos.
2. Histórias em quadrinhos produzidas nos Estados Unidos.
3. Histórias em quadrinhos no estilo de desenho característico dos estadunidenses.

Fontes:


HOBSBAWM, Eric J. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

A Seara, edição maio/junho de 1957. 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Comics